Selo

Nos últimos anos, o mundo tem vivenciado um movimento importante e revolucionário no qual as populações passaram a entender as cidades onde vivem como uma extensão de suas casas, um espaço único e especial que merece atenção e cuidados. O pensamento é, na realidade, um retorno à origem do conceito de cidade: um espaço do convívio coletivo, da troca e do afeto, proposta que se perdeu no decorrer dos anos, sendo substituída pelo viés da divisão e do isolamento.

O modelo em vigor, contudo, já se mostra insustentável e, além do retorno à ideia do coletivo, trouxe de volta o ideal do pertencimento e a reflexão de que a construção de um mundo melhor e mais igualitário começa nos cuidados com a cidade em que se escolheu viver, a continuação do seu lar, o microcosmo de cada um. Neste sentido, começaram a surgir em metrópoles como Nova York, Los Angeles, Cidade do México, Barcelona, Paris, Bogotá e São Paulo uma série de iniciativas em prol de questões como ocupação do espaço urbano, mobilidade, meio ambiente, direito das mulheres e da população LGBTQI, alimentação orgânica, acesso à cultura, ressignificação da definição do que é trabalho, dentre outras. Ações criadas não por Estados, mas por empresas, Ongs e pela sociedade civil que, de maneira orgânica e consistente, estão mudando (para melhor) a realidade das cidades e, consequentemente, de seus habitantes.

Com o objetivo de dar visibilidade e reconhecer a importância e o impacto de movimentos criados neste sentido em São Paulo, a Escola São Paulo criou o Selo ESP. A iniciativa objetiva ser uma chancela da instituição para todos os projetos criados com o intuito de transformar a capital em uma cidade mais sustentável, funcional, igualitária e, principalmente, humana.