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FOME DE QUÊ?

Por Marcelo Cunha Bueno

Somos o que lemos. Cada linha lida, cada página que se vira, cada livro degustado. Somos os filmes a que assistimos. Cada letreiro que sobe, cada cena que marca, cada fala que fica, cada atuação que inspira. Somos as músicas que ouvimos. Cada melodia cantada, cada instrumento que pulsa, cada acorde que nos faz recordar. Somos a memória do que sentimos quando a arte nos invade. Do corpo à alma, somos feitos da estética que nos atravessa ao longo da vida. E quem somos desenha o que fazemos. Nossas ações são diferentes tonalidades do que vivemos na vida. Minha ação profissional é composta pela música que não sai de mim. A ideia que projeta novos trabalhos é feita das imagens que conhecemos durante a vida. Alimentar a alma com arte é tão estruturante quanto alimentar a alma com academicismos (que, aliás, são feitos de arte também). Meu papel como educador é o de dar fome às pessoas que me escutam e fazer com que tenham coragem de entender que suas vidas precisam de escolhas que se conectem ao alimento da alma.  

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Marcelo Cunha Bueno é educador há mais de 20 anos, inspirado pelo chão da Escola, especialista em desenvolvimento infantil.