
Já são muitas as discussões sobre tendências, movimentos de mercado e comportamento de consumo que propõem a ressignificação na maneira como lidamos com alimentação e que fortalecem o elo entre comida, saúde e sustentabilidade. Reflexo do interesse do consumidor por alimentos mais saudáveis, os produtos “clean label”, ou de rótulos limpos, por exemplo, são formulados priorizando poucos ingredientes simples, naturais, frescos, sem corantes ou conservantes artificiais – tudo isso apresentado de um jeito fácil de entender. Um exemplo: iogurte. Para a sua produção são essencialmente necessários leite fresco e fermento lácteo. Infelizmente, a maioria dos produtos ainda tem um rótulo com mais de dez ingredientes listados no rótulo, alguns deles impronunciáveis.
Para a nossa escolha alimentar, os impactos ambientais são tão importantes quanto o valor nutricional dos alimentos. De onde vem a minha comida? Qual o impacto ambiental das minhas escolhas à mesa? Não existem pessoas saudáveis em um planeta doente. Você já parou para pensar no desgaste da biosfera para você comer uma romã americana? A ideia é priorizar produtos da estação e que são produzidos próximo de onde vivemos. Parece óbvio, mas não é como acontece no dia a dia. Consumir alimentos integrais na sua forma mais natural, não refinada, com o mínimo de processamento possível, é mais saudável e mais sustentável. Com isso você também vai estar optando por alimentos mais baratos e mais saudáveis, e pode priorizar os produtos da estação e que são plantados na região em que você mora. Ou seja, frequentar a feira do seu bairro é mais barato, mais saudável e mais sustentável.
A ‘pegada ambiental’, ou seja, os recursos que as atividades humanas consomem, em termos de água, terra e ar, para produzir nossos bens de consumo deve ser repensado, ressignificado. Afinal, somos responsáveis pelas marcas que deixamos no planeta para atender ao nosso estilo de vida. A indústria da carne, por exemplo, é responsável pela emissão de cerca de 18% de todos os gases de efeito estufa, enquanto os meios de transporte são responsáveis por 13%. Além disso, necessita de terra tanto para a pastagem dos animais quanto para o plantio de matéria prima necessária para produzir a ração que os alimenta.
Isso não significa que você tenha que mudar toda sua dieta. Adotar um estilo de vida que prioriza o consumo de legumes, verduras, leguminosas, grãos e cereais já é passo importante. Quanto menos pessoas e etapas intermediárias estiverem envolvidas no fornecimento de alimentos, melhor. Dessa forma, as empresas de alimento podem contribuir para o aumento da economia rural, criando novas formas de vender e divulgar produtos locais e atrair novos tipos de clientes.
COZINHAR MAIS E DESPERDIÇAR MENOS: O CAMINHO
Comer é prazer, é nutrir, é afeto. Cozinhar sua própria refeição sempre que possível, é redescobrir os sabores vindos da natureza. Você pode apreciar pratos simples e alimentos feitos com poucos ingredientes, de qualidade, de preferência orgânicos. Os números da saúde mostram que 52,5% da população brasileira está com sobrepeso. O que gera doenças que poderiam ser evitadas, apenas com uma melhora da qualidade da alimentação.
O desperdício e a perda de alimentos são imensos no mundo inteiro e nessa situação escondem-se muitas oportunidades de negócios. Soluções que vão desde a doação para instituições de caridade até utilização das sobras para fabricação de combustível estão sendo pensadas e colocadas em prática. Enquanto 1/3 dos alimentos produzidos no mundo é desperdiçado, milhões de pessoas passam fome todos os dias.
O Refettorio Gastromotiva exemplo de iniciativa para reverter essa situação, foi apresentado no Food Forum, que aconteceu em São Paulo, no primeiro semestre de 2017. Trata-se de um restaurante-escola criado no Rio de Janeiro durante os jogos olímpicos que serve jantares gratuitos para a população carente. A iniciativa surgiu dos chefs Massimo Bottura (Food for Soul), David Hertz (Gastromotiva, um movimento de gastronomia social) e da jornalista Alexandra Forbes para contribuir na luta contra o desperdício de alimentos, má nutrição e exclusão social.
No espaço, chefs convidados e jovens talentos cozinham com ingredientes excedentes doados. O formato é possível de ser replicado em qualquer lugar. “Cada vez mais pessoas e organizações estão percebendo a importância de pensar e colocar em prática ações que garantam que as próximas gerações tenham um planeta mais saudável e tenham condições de viver mais saudáveis, felizes e produtivas”, diz Charles Piriou, diretor da CP&Co Consultoria, co-fundador da Simplesmente e idealizador do Food Forum. “E o conhecimento é a arma mais importante para moldar uma sociedade mais sustentável”, completa.



O Pimp My Carroça foi o primeiro trabalho realizado por Mundano com os catadores de materiais recicláveis. Inspirado no programa de TV Pimp My Ride, que transforma carros velhos e máquinas turbinadas, o artista começou a grafitar as carroças dos catadores de São Paulo com frases como “Um catador faz mais que um Ministro do Meio Ambiente”, “Meu carro não polui!” e “Meu trabalho é honesto, e o seu?”. “A gente acredita que o catador de material reciclável faz um papel fundamental na gestão de resíduos no Brasil e no mundo. Por notarmos que eles passavam de forma invisível pela sociedade, a gente identificou que a carroça podia cumprir um papel fundamental de melhorar a autoestima e fazer com que as pessoas passassem a respeitá-los”, diz Carolina Pires, produtora cultural do Pimp My Carroça, em
A iniciativa, que conta com uma rede de 1.174 artistas e grafiteiros parceiro e 1.854 voluntários, já ajudou 1.299 catadores em 48 cidades de 13 países. “Para os catadores é super importante. Todo catador quer ter o carrinho bonito, na verdade. A gente tem o maior orgulho da carroça da gente, porque é o nosso ganha pão. O meu carrinho não tinha nem tinta, eu comprei ele, ele era sem cor, todo horrível mesmo. E eu nem ia ter condição de arrumar ele igual eles. O artista que veio deixou meu carrinho lindo então onde eu passo as pessoas já pensam diferente. E até respeitam mais. Param, perguntam quem pintou, dão parabéns. Muito bom!”, conta Cacilda Aparecida de Souza, em 
Inspirado diretamente na prática do budismo, o método foi introduzido no ocidente pelo médico norte-americano Jon Kabat-Zinn na década de 1970. Desde sua criação, inúmeros estudos foram feitos para avaliar os seus benefícios à saúde humana. Segundo 

O valor do investimento para a construção de um telhado verde é em geral o mesmo que para um telhado convencional, considerando-se um telhado de boa qualidade. Ele pode ser colocado, diretamente sobre a laje impermeabilizada e com proteção anti-raízes. Se você levar em conta os benefícios de conforto térmico, retenção de água, limpeza do ar e vida útil de duas a três vezes maior, a vantagem a favor do telhado verde é grande. Aqui em São Paulo como exemplo prático desta técnica temos o telhado verde do prédio da Fundação Cásper Líbero, na Avenida Paulista. Aberta em 2016, a área de 700 metros quadrados conta com mudas de 130 árvores típicas da Mata Atlântica, como Jacarandá bico-de-pato, araçá-do-campo e embaúba, tem ajudado a reduzir o calor e melhorado a umidade do ar na região. Há também a floresta suspensa da cobertura da prefeitura, no centro da cidade. A área de 300 metros quadrados abriga árvores como palmeiras-jerivá e pau-brasil, além de pés de café e de manga, plantas medicinais e um lago com carpas.

Outras iniciativas interessantes são a horta do Centro Cultural São Paulo, no centro, que produz tomate, batata doce, rúcula e banana no terraço; e as hortas implementadas nas unidades do Sesc Parque Dom Pedro II (no centro) e Campo Limpo (zona sul) – ambas cuidadas pela 


Com a adesão cada vez maior de profissionais, surgiu a possibilidade de ampliação do modelo de
Na mesma linha, temos também o 



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importantes para nosso futuro como: colaboração, empatia, protagonismo, autenticidade, ética, entre outros que nos estimulam e desenvolvem enquanto humanos. A interdisciplinaridade entre o grupo e as empresas parceiras nos dá condições para criamos e facilitarmos workshops, palestras, vivências, rodas de conversa e atendimentos individuais, os quais batizamos de Jornadas de Transformação. O Humans Can Fly é também um manifesto nosso no mundo. Acreditamos que SIM, pessoas, marcas e organizações podem voar em direção a caminhos com mais propósito, coerência e bem-aventurança…


